Trás-os-Montes

Vamos visitar as casas das avós de Vinhais?

Politécnico de Bragança quer levar turistas a casa das avós transmontanas. Projecto arranca no Dia de Reis, 6 de Janeiro, na aldeia de Agrochão

Texto de Lusa • 05/01/2018 - 16:34

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O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) quer levar os turistas a visitarem a casa das avós transmontanas, através de um novo projecto que vai ser testado no Dia de Reis, 6 de Janeiro, numa aldeia de Vinhais, divulgou a instituição.

 

"Viva@vó" ou "Viver na Casa da Avó" é o nome do projecto da Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo (EsACT) de Mirandela, que pretende criar no meio académico um novo produto turístico para as aldeias do distrito de Bragança, que permita aos visitantes entrar nas casas dos seus habitantes e usufruir de uma experiência diferente.

 

Um primeiro "evento piloto" arranca este sábado na aldeia de Agrochão, em Vinhais, e inclui cantar dos Reis, jantar na escola primária e animação cultural, como divulgou a escola promotora. A ideia surgiu da experiência de "viver na casa da avó, que muitos recordam com saudades", de acordo com a explicação do director da escola, Luís Pires.

 

"No fundo, as avós desses lugares irão abrir as portas do seu lar para receber todos aqueles que queiram ouvir estórias, relatos, lendas e oferecer uma refeição com os sabores e de acordo com as receitas mais genuínas da região", concretiza. O que se propõe "é um momento de partilha em torno do misticismo, fascínio e ternura que os mais velhos proporcionam".

 

O projecto é financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e, "além da dinamização do turismo, pretende, de forma mais científica, a recolha de elementos culturais, nomeadamente memória de usos e costumes, gastronomia, etc., de forma a perdurarem no tempo". Simultaneamente, a EsACT pretende estudar "o impacto desta nova dinâmica junto das populações de reduzida densidade, valorizando elementos do património, contribuindo para o combate à desertificação das aldeias e atenuando, de alguma forma, a solidão dos idosos". Numa vertente mais comercial, o projecto quer também contribuir para "fomentar a preservação, produção e o escoamento de produtos locais".

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