Uma casa em Rio Mau, entre o Douro e o Minho

autoria Mariana Durães

// data 09/05/2018 - 17:11

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"Fazer algo simples, directo, óbvio, na linha do que seria uma habitação rural, mas com o conforto de uma casa contemporânea": foi este o objectivo de Pedro de Azambuja Varela, arquitecto responsável pela reabilitação de uma casa com mais de 100 anos. A casa de lavoura, situada em Rio Mau, Vila do Conde, já tinha sido parcialmente reabilitada, mas "era um projecto sem direcção e com más opções", explicou ao P3 o arquitecto, que entrou em cena e encontrou como principal dificuldade "fazer uma reabilitação em cima de outra reabilitação".

 

Para Pedro de Azambuja Varela, os desafios da reabilitação são muitas vezes maiores do que aqueles que construir de raiz implica: "Algumas máquinas não podiam entrar na obra e encontramos certas patologias de construção que foram muito difíceis de contornar." Assim, apostou "em alguns apontamentos para manter o aspecto do que é uma casa entre o Douro e o Minho". Usou materiais como a pedra, a madeira e o OSB (um painel estruturado de tiras de madeira), que evitou que o pavimento sofresse com a humidade e acabou por dar uma estética específica à casa.

 

A casa reabilitada transmite a inspiração rural, como as fotografias de José Campos mostram. "O ripado vermelho vai buscar o sequeiro de milho que tem junto à eira na casa de lavoura e a cozinha tem um aspecto mais cru, como se fosse uma banca de trabalho", explicou o arquitecto. "O projecto resulta de uma costura de operações do que todos queremos: uma obra de arquitectura, um espaço aprazível para usar."

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